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domingo, 11 de abril de 2010

Tomás de Aquino responde: era necessário que Cristo ressuscitasse?


Parece que não era necessário ter Cristo ressuscitado:

1. Na verdade, diz Damasceno: “A ressurreição é o levantar-se por segunda vez de um animal, que se decompôs e que caiu”. Ora, Cristo não caiu pelo pecado nem seu corpo se decompôs. Logo, não lhe convinha propriamente ressurgir.

2. Além do mais, quem ressurge é alçado a uma situação mais elevada, porque levantar-se significa mover-se para cima. Ora, o corpo de Cristo, depois da morte, ficou unido à divindade e, assim, não pôde ser alçado a uma situação mais elevada. Logo, não lhe competia ressurgir.

3. Ademais, tudo o que se passou com a humanidade de Cristo ordena-se à nossa salvação. Ora, para a nossa salvação bastava a paixão de Cristo, pela qual ficamos livres da pena e da culpa. Logo, não foi necessário que Cristo ressurgisse dos mortos.

EM SENTIDO CONTRÁRIO, diz o Evangelho de Lucas: “Era preciso que Cristo sofresse e ressuscitasse dos mortos” (24, 46).

RESPONDO. Por cinco motivos houve necessidade de Cristo ressurgir:

Primeiro, para louvor da divina justiça, à qual é próprio exaltar aqueles que se humilham por causa de Deus, conforme o que diz Lucas: “Precipitou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes” (1, 52). E uma vez que Cristo, por causa do amor e da obediência a Deus, se rebaixou até a morte de cruz, convinha que fosse exaltado por Deus até a gloriosa ressurreição. Por isso, representando-o, diz o Salmo 138, com o comentário da Glosa: “Senhor, tu me conheces”, isto é, aprovaste, “o meu cair”, isto é, minha humilhação e paixão, “e a minha ressurreição” (v. 2), isto é, minha glorificação na ressurreição.

Segundo, para instrução da nossa fé. É que pela ressurreição dele foi confirmada nossa fé sobre a divindade de Cristo, pois, como diz a segunda Carta aos Coríntios: “Foi crucificado pela nossa fraqueza, mas está vivo pelo poder de Deus” (13, 4), e, por isso, diz em outra Carta: “Se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vazia, e vazia também a vossa fé” (I Cor 15, 14). E diz o Salmo 29: “Que utilidade haverá em meu sangue”, isto é, com a efusão de meu sangue, “e em minha descida”, isto é, como que por diversos degraus do mal, “à corrupção?” (v. 10), como se dissesse: nada. Pois se não ressurgir logo e meu corpo se corromper, não pregarei a ninguém, e não ganharei ninguém como explica a Glosa.

Terceiro, para levantar nossa esperança, pois, ao vermos Cristo, nossa cabeça, ressuscitar, temos esperança de que também nós ressuscitaremos. Por isso, diz a primeira Carta aos Coríntios: “Se se proclama que Cristo ressuscitou dos mortos, como é que alguns dentre vós dizem que não há ressurreição dos mortos?” (15, 12). E o livro de Jó: “Mas eu sei”, isto é, pela certeza da fé, “que meu redentor’, isto é, Cristo, “está vivo’, isto é, tendo ressuscitado dos mortos, e, por isso, “no último dia se erguerá da terra; esta minha esperança depositada em meu peito” (19, 25-27).

Quarto, para dar forma à vida dos fiéis, segundo o que diz a Carta aos Romanos: “Assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, também nós levemos uma vida nova” (6, 4). E mais abaixo diz: “Ressuscitado de entre os mortos, Cristo não morre mais; do mesmo modo também vós: considerai que estais mortos para o pecado e vivos para Deus” (v. 9, 11).

Quinto, para aperfeiçoamento de nossa salvação. Assim como, por esse motivo, suportou incômodos morrendo, para nos livrar dos males, também foi glorificado ressurgindo, para nos fazer avançar no bem, segundo o que diz a Carta aos Romanos: “Entregue por nossas faltas e ressuscitado para nossa justificação” (4, 25).

Quanto às objeções iniciais, portanto, deve-se dizer que:

1. Embora Cristo não tenha caído pelo pecado, caiu pela morte, pois como o pecado é a ruína da justiça, assim a morte é a ruína da vida. Por isso, podemos entender que representam palavras de Cristo o que diz o profeta Miquéias: “Não rias de mim, minha inimiga, porque caí. Eu me levantarei” (7, 8).

Igualmente, embora o corpo de Cristo não tenha se desintegrado e virado pó, a separação mesma da alma e do corpo foi, de certo modo, uma desintegração.

2. Pela união pessoal, a divindade estava unida à carne de Cristo, depois de sua morte; mas não pela união da natureza, como a alma se une ao corpo como sua forma, para constituir a natureza humana. Portanto, pelo fato de seu corpo estar unido à alma, foi alçado a uma situação mais alta da natureza, mas não a uma mais alta situação pessoal.

3. A paixão de Cristo operou a nossa salvação, propriamente falando, pela remoção dos males, e a ressurreição, como o início e o modelo de todas as coisas boas.

Fonte: ST III, 53, 1

É preciso testemunhar o amor misericordioso de Jesus, diz Papa

Centenas de fiéis participaram neste domingo, 11, da oração mariana dominical do Regina Coeli junto com o Papa Bento XVI, em sua residência de Castel Gandolfo. O pátio ficou pequeno para acolher a multidão de fiéis que com bandas musicais, coros e faixas coloridas alegraram o encontro com o Santo Padre.

Em seu breve discurso, Bento XVI frisou que neste II Domingo de Páscoa, em que se celebra a Divina Misericórdia, “testemunhá-la torna Jesus ainda mais familiar”.

O Papa explicou que depois da Ressurreição, Jesus não se limitou a visitar seus discípulos, mas foi além, para que todos recebessem o dom da paz e da vida com o ‘Sopro criador’. Bento XVI encorajou os sacerdotes para que, “iluminados por esta palavra, sigam o exemplo do Santo Cura D’Ars”, padre francês morto no século XIX e santificado por suas qualidades morais e de fé. “Ele soube transformar os corações e as vidas de tantas pessoas, conseguindo fazê-las perceber o amor misericordioso do Senhor”, completou.

Para Bento XVI, “hoje existe a necessidade urgente de um anúncio e de um testemunho da verdade e do Amor como aqueles. Só assim, será mais familiar e próximo Aquele que nossos olhos não viram, mas de cuja infinita misericórdia temos absoluta certeza”, disse.

A este respeito, o Santo Padre recordou que ao canonizar Irmã Maria Faustina Kowalska, em 30 de abril de 2000, João Paulo II dedicou este domingo à Divina Misericórdia; e saudou de modo especial os peregrinos que vieram a Roma especialmente para esta ocasião.

Acidente aéreo na Polônia

Após rezar a oração mariana, o Papa recordou a tragédia que comoveu a Polônia neste sábado, com a morte do Presidente, Lech Kaczynski, em um acidente aéreo. O Pontífice voltou a expressar a sua ‘profunda dor’ pela catástrofe que deixou 96 mortos, dentre os quais vários expoentes do Estado polonês.

“Ao expressar meu profundo pesar, asseguro de coração a minha oração de sufrágio pelas vítimas e de apoio para a amada nação polonesa”. Também em polonês, o Pontífice se dirigiu aos fiéis da Polônia presentes no pátio de Castel Gandolfo:

“Com profunda dor, recebi a notícia da trágica morte do Sr. Lech Kaczynski, presidente da Polônia, sua esposa e a comitiva que os acompanhava. Morreram em viagem para Katyn, local do suplício de milhares de oficiais militares poloneses, setenta anos atrás. Confio todos ao misericordioso Senhor da vida, unindo-me aos peregrinos que estão reunidos no Santuário de Lagiewniki e a todos os devotos da misericórdia de Deus no mundo inteiro”.

Santo Sudário

Em seguida, o Papa se referiu à exposição pública do Santo Sudário, que começou ontem na cidade de Turim, no norte da Itália, até o próximo dia 23 de maio, e que ele também visitará no próximo dia 2 de maio.

“Alegro-me por este acontecimento, que uma vez mais atrai um grande movimento de peregrinos, além de suscitar novos estudos e reflexões e evocar o mistério do sofrimento de Cristo. Espero que este ato de veneração ajude todos a procurar o rosto de Deus”.

E encerrou concedendo a todos sua benção apostólica.
 

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