Social Icons

twitterfacebookgoogle pluslinkedinrss feedemail

sexta-feira, 9 de abril de 2010

NOTAS SOBRE A PEDOFILIA


Se você está confuso, pela grande perseguição midiática que distorce os fatos, segue abaixo uma esclarecedora noção (do grande bispo D. Henrique Soares), do que, de fato aconteceu. Isto com certeza não vai para os jornais, por que é verdade.

Meu caro Leitor, que bom que durante a Semana Santa e o sagrado Tempo da Páscoa o assunto fosse Jesus, sua salvação, sua bendita e santificante presença nos sacramentos da Igreja, sua amada Esposa.Mas, não! Estamos às voltas como temas sórdidos, como a pedofilia em membros do clero e a tentativa tão porca quanto a pedofilia de incriminar o Santo Padre e tornar a Igreja como um todo culpada pelos crimes de alguns. Percebo mesmo em certos católicos e pessoas de boa vontade uma confusão muito grande ao tratar deste tema. Sendo assim, coloco aqui alguns esclarecimentos: A origem da onda de notícias sobre pedofilia na Igreja- A atual onda de reportagens sobre este tema é maldosa e artificial. Se alguém examinar com calma verá que se tratam de casos antigos, de vinte, trinta, até quarenta anos atrás. Foram suscitados agora devido a uma reportagem do importante jornal americano anticatólico e inimigo ferrenho do Santo Padre, o New York Times, que pertence a uma família judia hostil à Igreja. Este jornal, de modo desonesto e mentiroso, tomou um antigo caso de um padre que molestou crianças surdas numa escola católica norte-americana. Era um caso já há muito noticiado, julgado e encerrado pela justiça norte-americana. Mas, o que o jornal nova-iorquino dizia de novo? Uma mentira forjada em documentos falsos: que o Papa, quando era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, sabia do caso e livrou o padre de ser punido. É verdade isto? Não! Era mentira! O jornal fundou-se, para fazer denúncia tão grave, num documento da Congregação para a Doutrina da Fé, traduzindo do italiano para o inglês com o tradutor automático do Yahoo! Todo mundo sabe que essas traduções são imprecisas e não têm como traduzir termos canônicos. Resultado: deturpou e adulterou o conteúdo do documento! Como pode um jornal de importância mundial fazer uma gravíssima acusação contra o Papa sem averiguar acuradamente suas fontes? Somente o ódio e a má fé podem explicar tal fato! O importante jornal norte-americano Wall Street Journal desmascarou a má fé do New York Times: mostrou claramente a verdade dos fatos: Bento XVI, à época Cardeal Ratzinger, não encobriu nada e, pelo contrário, fez tudo o que tinha que ser feito para que o padre fosse punido. E realmente, o referido Pe. Lawrence Murphy foi punido conforme as leis da Igreja: foi afastado de todo o trabalho pastoral, suspenso e submetido a tratamento psiquiátrico. E olhe que quando o caso chegou às mãos do Cardeal já havia passado quase vinte anos e o padre já era idoso. O caso já tinha sido arquivado pela justiça comum norte-americana! Mas, ao New York Times interessa não a verdade, mas difamar o Papa. E a campanha continuou, tomando casos antigos já conhecidos, em parceria com um advogado norte-americano que se especializou em extorquir dinheiro da Igreja em casos de abusos sexuais, um tal de Jeff Anderson. O que propõe o New York Times? A ordenação de mulheres, a renúncia de Bento XVI, o fim do celibato e a reabilitação do teólogo anti-Ratzinger, Hans Küng... O que temos aqui? Uma verdadeira tropa de laicistas e católicos secularizados, que não suportam o Papa e preferem jogar a Igreja na sarjeta, desde que consiga atingir o Santo Padre! Imediatamente após a notícia tendenciosa e mentirosa do jornal norte-americano, o jornal alemão Der Spiegel, anticatólico até a medula, publicou duas notícias falsas: (1) afirmou que no tempo em que o irmão do Papa, Mons. Georg Ratzinger, era maestro dos meninos do famoso coral da Catedral de Ratisbona, houve casos de pedofilia e o irmão do Papa os encobriu. Qual era o interesse? Atingir o Papa: eis o sobrenome maldito: Ratzinger! Depois, ficou provado que não era verdade: não houve caso algum de abuso de crianças no tempo do Mons. Ratzinger. Então, veio a denúncia de que ele espancava as crianças. Mentira também. O Monsenhor apenas era um mestre severo, como tantos de quarenta, cinquenta anos atrás, e, às vezes, aplicou punições corporais nos meninos, como tantos e tantos bons professores fizeram no passado. Era o método comum de educação da época. Mas, o objetivo do jornal foi atingido: difamar, dar notícia negativa com o nome do Papa, levantar suspeição! (2) O mesmo jornal desonesto afirmou que no tempo em que era Arcebispo de Munique, Ratzinger acobertou um sacerdote pedófilo. E fez o que o New York Times já havia feito: pediu a renúncia do Papa! Logo tudo foi desmentido: o sacerdote aludido foi acolhido sim pelo então Arcebispo Ratzinger, mas sem atividade pastoral alguma, morando na casa paroquial com um outro padre para se submeter a tratamento psicológico. Em todo tempo em que esteve à frente da Arquidiocese de Munique não houve caso algum de abuso sexual por parte de sacerdotes de sua Arquidiocese. É importante ainda recordar quando apareceu a reportagem do New York Times: logo após o Papa ter escrito sua Carta aos católicos irlandeses sobre a questão de pedofilia na Irlanda: é só ler a carta para compreender a linha de ação de Bento XVI: clareza, reconhecimento dos erros dos sacerdotes, demissão do estado clerical, renúncia do Bispo que não soube conduzir a situação! Mas, aos jornais anticatólicos interessa não a verdade, não o trabalho que o Papa tem feito, mas difamá-lo e desautorizá-lo! Aliás, a onda de matérias contra o Papa estourou logo após a sua Carta aos irlandeses, de caso pensado: como o Santo Padre tem forçado a renúncia de todos os Bispos que não puniram padres pedófilos, procura-se incriminar o Santo Padre para depois dizer: renuncia tu também! Aqui o alvo é principalmente o Papa - que fique bem claro! E é contra isto que os católicos e as pessoas de boa vontade mais perspicazes e informadas têm se insurgido! Os casos de pedofilia que existam devem ser extirpados, os padres, demitidos do estado clerical, as vítimas assistidas e reparadas... Mas, atacar exatamente o homem que mais tem combatido a pedofilia no âmbito do clero, é de uma injustiça e desonestidade inaceitáveis!

A linha do Papa

É preciso ter presente que desde que era Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé a linha do Cardeal Ratzinger nos casos de pedofilia ou imoralidade do clero em geral sempre foi a de tolerância zero: o padre deveria ser demitido do estado clerical! Mas, aqui há um detalhe que muitas vezes as pessoas não recordam: na Igreja existe o Direito Canônico, com suas regras e suas punições. É preciso segui-lo: nenhum cardeal está acima do Direito. Todos estes casos de pedofilia, do ponto de vista da Igreja, têm que ser levados adiante de acordo com as normas do Direito e não na arbitrariedade, caso contrário, entraríamos na injustiça, no arbítrio e na anarquia: bastava uma denúncia sem prova nem fundamento e lá se vai à caça às bruxas! Isto, a Igreja não fará nunca! No entanto, foi por influência de Ratzinger que João Paulo II simplificou o processo para punir os padres pedófilos e o Cardeal nunca perdeu tempo em puni-los! O caso de pedofilia no clero dos EUA explodiu em 2002 e foi então que ficou estabelecida a linha da Tolerância zero. Um exemplo claro da postura de Ratzinger foi o caso do Pe. Marcial Maciel, fundador dos Legionários de Cristo. Durante o pontificado de João Paulo II havia um processo contra o padre e o Cardeal Ratzinger teve enorme dificuldade de levá-lo adiante, pois alguns cardeais influentes na Cúria não admitiam que o Pe. Maciel fosse culpado. Pensavam que se tratavam de calúnias contra os Legionários, que ainda hoje têm poderosos inimigos dentro e fora da Igreja. Ratzinger, ao contrário, queria o caso investigado a fundo e até o fim, com todas as conseqüências! Assim que foi eleito Papa, Bento XVI mandou desarquivar o processo e puniu o Padre: proibiu-o de aparecer em público, de exercer o sacerdócio publicamente e o confinou numa das casas dos legionários, ordenando que até o fim da vida ele se dedicasse à penitência e ao arrependimento e não mais tivesse nenhuma influência sobre os legionários. E o padre já tinha mais de oitenta anos! Ainda no ano passado determinou uma visita apostólica aos legionários para extirpar qualquer resquício das más ações do Padre Marcial... É importante ainda lembrar que Ratzinger foi o primeiro Papa a falar publicamente dos casos de pedofilia, a pedir desculpas em nome da Igreja e a querer encontrar pessoalmente as vítimas de abuso! Mais ainda: obrigou a todos os Bispos que não enfrentaram essa questão de modo apropriado a renunciar. Só na Irlanda foram cinco! Sua posição é clara: não há lugar para padres pedófilos na Igreja! Sua determinação aos Bispos é transparente: devem ser demitidos do estado clerical. Portanto, nosso Papa é um homem íntegro, claro e decidido no seu modo de proceder.


O motivo do ódio a Bento XVI

O ódio da imprensa a Bento XVI é antigo: desde os tempos de Cardeal ele é visto como o inimigo número um de toda cultura relativista e hedonista atual. Pense-se em temas como aborto, casamento gay, eutanásia, ordenação de mulheres, celibato dos padres, adoção de crianças por parte de casais gays, preservativos... Tudo isto fez de Ratzinger e agora de Bento XVI o catalisador da cultura do politicamente correto e do relativismo dominante! De tal modo criou-se por parte de alguns teólogos progressistas e de setores do pensamento laicista um ódio a Ratzinger, que qualquer coisa que ele diga ou faça é deturpada e, depois, duramente criticada! É importante para a cultura ocidental atual desautorizar e desmoralizar a Igreja, pois ela é a instituição que mais se opõe e de modo mais forte e articulado, ao pensamento dominante atual. E qual o melhor modo de desautorizar a Igreja? Desmoralizando o Papa! Baste recordar o que já deformaram e difamaram em relação ao Papa: o discurso de Ratisbona e a confusão com os muçulmanos, provocada pela BBC (que é dominada pelas organizações gays), a suspensão da excomunhão dos bispos lefebvrianos, a liberação da missa de São Pio V e a oração pelos judeus, a declaração do Papa sobre os preservativos na África... Todas as decisões e palavras do Papa são interpretadas de modo desonesto e jogadas ao público de modo truncado para tornarem o Santo Padre odioso. E, infelizmente, há gente na Igreja, a começar pelo famigerado “teólogo” Hans Küng que promove e apóia esse programa de perseguição ao Papa.


A Igreja e a pedofilia

Primeiramente é necessário deixar claro que nem de longe a pedofilia é um problema inerente à Igreja católica. Hoje se sabe que essa chaga está presente no mundo inteiro, em todas as culturas e mesmo entre os ministros de todas as religiões. Mais ainda: os abusos de crianças acontecem sobretudo no seio da família, por parte do pai, do padrasto ou de tios... Estudos sérios dão conta que nas escolas, nas várias religiões, nas famílias este triste fenômeno está presente. Os abusos sexuais e físicos em relação às crianças e jovens são uma chaga mundial, desde a bolinação até o estupro puro e simples e a prostituição. Só nos EUA os estudos indicam que há trinta e nove milhões de jovens que sofreram abuso sexual! É um número estarrecedor! 6 a 10% dos jovens das escolas públicas norte-americanas sofreram abuso sexual entre 1991 e 2000, isto é cerca de 290 mil jovens! Segundo estudos recentes 2% desses molestadores eram do clero católico. A partir do ano 2002, com a linha dura assumida pela Igreja, graças a Deus esse número despencou absolutamente! Mas por que todo o furor contra a Igreja católica? Por que somente ela aparece, como o epicentro da pedofilia, como uma organização criminosa que protege pedófilos? Eis os motivos fundamentais: (1) A questão é política: é necessário tirar a todo custo a Igreja do debate político mundial! Sua posição é incômoda demais e ela tem força internacional! Em temas ligados à vida e à família a posição da Igreja incomoda muito e a faz odiada por vários grupos dominantes de nossa atual cultura. (2) Para isso, aproveitam-se de erros do passado: até cerca de dez anos atrás, houve pouca vigilância de vários Bispos no trato da questão da pedofilia. Os motivos? Ei-los: um triste espírito de corporativismo em certos setores do clero, falta de responsabilidade pastoral, ingênua esperança de curar os pedófilos com psicoterapia, a crise de vocações, que levou Bispos a cair na tentação de manter no ministério padres indignos, a crise de fé e o relativismo moral e teológico que tomou conta de muitos corações! Esta é a culpa de setores da Igreja. Uma culpa que todos nós católicos deploramos e pela qual nos envergonhamos, porque as vítimas foram os mais fracos e indefesos, aqueles que são preferidos de Cristo, aqueles pelos quais a própria Igreja sempre lutou, aqueles que nos foram confiados por tantos pais e mães católicos! Disso o Papa já falou claramente. Nos Estados Unidos, emocionado, ele não disse às vítimas “É uma vergonha!”, mas “Eu tenho vergonha!”. É o sentimento de todos nós e aqui não queremos em nada diminuir a gravidade e a culpa de quem fez isso, inclusive jogando na lama o nome da Santa Igreja de Cristo! É preciso deixar claro que os abusos sexuais na Igreja são fruto de uma crise de fé: os padres que vivem autenticamente seu sacerdócio não molestam crianças, os Bispos que levam a sério o cuidado do rebanho protegem os jovens e, mesmo que doa, não hesitam em demitir do estado clerical aqueles que desonram de modo grave o sacerdócio! Pois bem, este erro do passado foi aproveitado pelos inimigos da Igreja para voltarem sempre ao ponto, requentando e reintroduzindo as mesmas acusações, ainda que as escolas católicas continuem o lugar mais seguro para crianças e jovens, seja nos Estados Unidos seja pelo mundo a fora! Disso ninguém tenha dúvida! Nos últimos nove anos, nenhuma outra instituição manteve uma atitude de tanta transparência quanto aos próprios erros na área da pedofilia quanto a Igreja católica e nenhuma outra empregou tantos esforços para remediar o problema. Demorou sim para tomar uma atitude, mas, graças a Deus a tomou! Mas, nada disso é publicado, porque aqui não interessa a verdade, mas o escândalo fabricado para difamar, para calar a Igreja, para tornar sua voz absolutamente insignificante. Deseja-se criar sobre a Igreja e sobre Bento XVI a mesma lenda negra que se criou sobre Pio XII! Depois de criada, pronto! A coisa está feita! E é muito triste que até certos católicos caem nesse jogo porco!


A pedofilia, o celibato e a ordenação de mulheres

Num escândalo artificialmente colocado, com objetivos bem determinados, é claro que não faltam as bandeiras ideológicas. E também aqui, alguns católicos escorregam, coitados, caindo em certas argumentações da mídia! Primeiro, o celibato: o culpado pela pedofilia, além do Papa, é o celibato - assim dizem os inimigos da Igreja! Claro que não é verdade! É só perguntar a qualquer especialista. O pedófilo não é alguém apto ao casamento e há muitos casados que são pedófilos! A questão é que o mundo jamais aceitará ou compreenderá o celibato! Disso já estamos cansados de saber! No entanto, a Igreja não está colocando o celibato em discussão nem colocará: os padres continuarão celibatários! Existem padres infieis ao celibato? Existem! Como existem esposos infieis ao matrimônio! A questão aqui é a velha fraqueza humana, pela qual Cristo veio ao mundo: para curá-la, redimi-la, extirpar seus maléficos efeitos! A solução é acabar com o celibato? É acabar com o matrimônio indissolúvel e monogâmico? A solução é deixar de pregar a castidade? Não! A solução é educar melhor segundo o Evangelho, é acompanhar melhor e mais atentamente nossos jovens candidatos ao sacerdócio e dar-lhes melhor a mística do celibato por amor a Cristo e ao Reino dos céus! Só este é o caminho autêntico! Quanto à ordenação de mulheres, defendida pelos liberais mais assanhados dentro e fora da Igreja, de modo algum é solução para pedofilia e não tem nada a ver com a questão. Depois, é doutrina de fé da Igreja católica que, por vontade do próprio Senhor Jesus, somente os homens podem ser sacerdotes. Tal doutrina é definitiva e não poderá nunca ser mudada, por motivo ou pretexto algum.


A punição dos pedófilos

No caso de um padre que cometa ato de pedofilia é necessário compreender uma coisa: à Igreja cabe instaurar processo canônico, seguindo todos os trâmites previstos pela lei canônica. Cabe ao Bispo diocesano fazer isto e só a ele! E ele não deve hesitar em fazê-lo sob pena de omissão grave! Ficando provado que se trata de pedofilia, envia-se à Santa Sé e o sacerdote é demitido do estado clerical imediatamente. Claro que, por prudência, o Bispo já deve logo afastar o sacerdote do contato com o serviço pastoral. Quanto à dimensão do crime propriamente dito, cabe à justiça civil investigar e julgar quem cometeu tal delito. Bento XVI sempre deixou claro que os Bispos devem colaborar com a justiça quando solicitados. O que não se pode é sair condenando pessoas mediante acusações levianas ou sem prova. O Bispo deve guiar-se pelo bom senso: buscar a justiça e o bem do rebanho sem ceder à paranóia de caça às bruxas.Quanto às vítimas da pedofilia. A Igreja tem o dever moral de dar-lhes toda a assistência necessária e a primeira delas é fazer-lhes justiça não encobrindo quem tenha cometido tais atos nem tolerando sacerdotes que sejam pedófilos!Quis escrever este longo texto para servir de reflexão e orientação para você, que me honra com sua visita a este Blog. Fico muito triste quando vejo católicos deixarem-se guiar pela pauta da mídia e simplesmente engolir tudo quanto é colocado sem critério nem discernimento. Imagine, por exemplo: que interesse tem a Rede Record do Edir Macedo pela verdade? Particularmente quando se trata da Igreja, como essa emissora coloca as coisas? Que senso ético tem a "Igreja" Universal, que controla a Record? E a Globo, que é espírita? Não culpo a imprensa de modo indiscriminado. Ela tem o direito e o dever de investigar, e isto quando se trate de qualquer instituição, inclusive da Igreja. O que entristece, chateia e até revolta são a injustiça e a difamação – e nós sabemos que a grande tentação da imprensa é o sensacionalismo, ainda que se passe por cima da verdade e da boa fama de pessoas inocentes. Bento XVI que o diga.Feitas estas considerações, não mais darei explicações sobre a questão da pedofilia neste Blog. Basta! Tenho coisas mais reais e sérias a tratar! Rezemos pela Igreja! E que os Bispos que tenham casos de sacerdotes pedófilos tomem as devidas providências! E que a pedofilia seja combatida sempre em todos os ambientes onde se manifesta – e não é, nem de longe, principalmente na Igreja. Aliás, o grande problema da Igreja do Brasil nunca foi a pedofilia...

Pedófilos, quem?

João Augusto Rodrigues, Jornal O Liberal - Belém

A imprensa tem reproduzido nos últimos dias, em todo o mundo, notícias veiculadas por grandes jornais dos Estados Unidos e da Europa que associam alguns padres católicos ao repugnante crime da pedofilia. Além disso, a maior parte das notícias se impregna de uma ferocidade cega e avança com insinuações malévolas e acusações infamantes contra a Igreja Católica e o Papa Bento XVI.

O jornalismo, praticado muitas vezes de forma ligeira, preguiçosa e inconseqüente, buscando o sensacionalismo não procura se aprofundar na análise do problema. Casos ocorridos há dez, vinte ou trinta anos são resgatados com fortes cores de escândalo como se fossem ocorrências recentes. Denúncias são tornadas públicas de forma leviana contra o Sumo Pontífice para tentar incriminá-lo, como se fosse ele o responsável por tais atos vergonhosos ou aos culpados oferecesse o apoio da Igreja Católica.

A pedofilia é um crime ignominioso e inaceitável em qualquer circunstância. É uma conduta indesculpável, parta de quem partir ou ocorra onde e quando ocorrer. Mas o que fazem as numerosas reportagens veiculadas nos últimos dias, quando tratam dos crimes trazidos recentemente à tona na Europa se não confundir e vilipendiar o Papa Bento XVI? Quem acompanhou o noticiário ficou com a dolorosa impressão – se católico – de que a Igreja agiu de forma a desculpar e justificar tais atos.

Um jornalismo mais sério e responsável, ao contrário, deveria saudar a atitude do Santo Padre, que não hesitou em escrever uma carta plena de coragem e dignidade ao clero irlandês,
condenando os abusadores naquele país, pedindo perdão às vítimas e esperando que a justiça cumpra o seu papel. A atitude corajosa do Sumo Pontífice nem de longe tem sido acompanhada pela maior parte dos jornalistas e dos críticos, incapazes de separar a histeria anti-católica da verdade criminal.

Para ilustrar esse raciocínio segue um dado interessante, tanto mais que restrito ao país do cardeal Ratzinger. Na Alemanha foi comprovado que houve , desde 1995, 210 mil denúncias de abusos a menores. Dessas 210 mil, 300 envolveram de alguma forma padres católicos. Ou seja, menos de 0,2%. Isso significa que, por serem poucos, esses casos devem ser minimizados? Longe disso. Já disse e repito: um único caso que seja de pedofilia é sempre vergonho e imperdoável.

O problema é que se está procurando partir de casos isolados para engrossar uma campanha de descrédito e de infâmia contra a Igreja Católica e seus dignitários, tornando mais profundo o difuso anti-catolicismo ocidental que já vai se tornando um dos inexplicáveis fenômenos do nosso tempo.

Nos Estados Unidos, onde as estatísticas têm mais credibilidade, já se constatou que a presença de pedófilos, é de duas a dez vezes mais alta entre os pastores protestantes do que entre os padres católicos. De qualquer forma, muito maior que o envolvimento de líderes religiosos (católicos ou protestantes) é, por exemplo, o de professores de ginástica e treinadores de equipes esportivas juvenis, muitos deles casados.

Da mesma forma, relatórios periódicos do governo norte-americano indicam que cerca de dois terços dos abusos sexuais contra crianças não vêm de estranhos ou de educadores, sejam eles padres ou pastores, mas de familiares – padrinhos, tios, primos, irmãos e, infelizmente, até pais, muitos deles também casados.

Esses dados vêm derrubar a opinião de alguns anti-católicos, que tentam atribuir ao celibato a causa do problema. Uma atitude mais séria e responsável recomendaria um estudo mais profundo para lhe descobrir as origens e criar no seio da sociedade os mecanismos capazes de preveni-lo. Exatamente o contrário do que tem sido feito, buscando-se cobrir de desonra a Igreja Católica, cuja doutrina abraça os melhores valores da nossa civilização.
Para citar este texto

Escândalos virão, mas ai de quem...



Caríssimos, disponibilizo a todos, o grande texto de um bispo do Brasil, Dom Cristiano Krapf, fazendo uma síntese das várias situações constrangedoras das quais a Igreja passa, com um excelente comentário. Seu texto está circulando nos principais blogs e vale a leitura, pois é atualíssima.

Adversários da Igreja tentam culpar o Papa por escândalos causados por padres.

O Papa disse no dia da sua eleição, e repetiu agora ao clero de Roma:O meu programa de Governo é de estar, com toda a Igreja, à escuta da palavra e da vontade do Senhor e deixar-me guiar por Ele, de modo que seja Ele a guiar a Igreja nesta hora da história. (Bento XVI) Quem o conhece sabe que se dedica por inteiro à sua missão de colocar a Igreja a serviço de um mundo melhor.

Bom programa para bispos: Colocar-se, com o clero e com a diocese toda, à escuta da palavra e da vontade do Senhor e deixar-se conduzir por Ele, de modo que seja Ele a guiar a diocese.

Bom programa para párocos: Colocar-se com todos os paroquianos à escuta da palavra e da vontade do Senhor e deixar-se conduzir por Ele, de modo que seja Ele a guiar a paróquia.

Quanto ao Papa, não há dúvida que vive inteiramente dedicado à sua missão de confirmar os irmãos na fé. Nas suas pregações se pode ver o cuidado que dedica ao estudo e à meditação da palavra de Deus. Será que se pode dizer o mesmo de todos os bispos e de todos os padres?

A corrupção do melhor o transforma no pior. Diante da grandeza da missão que Deus confiou aos padres, não posso deixar de falar sobre os escândalos causados por alguns e muito divulgados na imprensa e explorados pelos adversários.

Os escândalos mais propagados para desacreditar a mensagem da Igreja se referem a pecados contra o sexto mandamento: Não cometer adultério. Esse mandamento incomoda muita gente. Muitos falam e agem como se nada fosse pecado.

Propagam o libera geral, apoiados na camisinha que diminui o risco de consequências indesejadas. Mas as mesmas pessoas que dizem que tudo é permitido manifestam a sua indignação diante de qualquer deslize cometido por um padre. Por um lado, isso é bom sinal: No íntimo, ainda reconhecem que práticas sexuais fora do casamento são pecado, e que o sexto mandamento continua valendo para todos. Por outro lado, é sinal de hipocrisia, como daquele homem casado que ficou escandalizado ao ver um padre num motel, mas não achou errada sua própria presença naquele lugar.

No mundo moderno, a lei civil da maioria dos países não leva em conta o sexto mandamento, a não ser quando se trata de práticas de pedofilia, de abusos contra crianças. Tais abusos devem ser castigados com todo rigor para evitar que se repitam. Mas só pode haver condenação depois de uma investigação cuidadosa, e sigilosa na medida do possível. Seria necessário também um grande esforço de educação para a castidade dos adolescentes, e para a responsabilidade dos jovens, em vez de uma “educação sexual” com distribuição de camisinhas para menores.

Pesquisas na Alemanha indicam que a porcentagem de padres envolvidos em casos de pedofilia não é maior que nos outros setores que trabalham com crianças. Mas os adversários do celibato aproveitam a divulgação dos escândalos para culpar a Igreja pelos desvios de padres que não conseguem ser fiéis ao compromisso de dedicação total.

Quem acha que o problema maior do celibato seja ficar sem os prazeres do sexo, nada entendeu do assunto. O sacrifício maior é ficar sem um grande amor, passar a vida sem esposa e filhos. Quem não entende o sentido do celibato, também não aceita a exigência de fidelidade para casados e castidade para solteiros, e diz que a virgindade não vale nada. O celibato só faz sentido no contexto de uma entrega radical: Deixar tudo para seguir Jesus. O problema é que sempre nos persegue a tentação de retomar alguma coisa para nós.

Falando em castidade vou ser chamado de careta. Na Alemanha, na década de oitenta, uma editora famosa publicou um livro com a proposta de permitir atos de pedofilia, e um partido apresentou um pedido para descriminalizar o sexo com crianças. Hoje muitos querem descriminalizar o aborto, outro pecado muito grave. Naquele tempo, a moral sexual da Igreja era chamada de obstáculo repressivo contra a emancipação da sexualidade infantil. Hoje são publicados textos de “educação” sexual sem nenhuma conotação de formação moral.

Casos de pedofilia são noticiados quase todo dia em jornais locais. Quando é com padre, a notícia corre pelo mundo inteiro. É notícia, porque é coisa mais rara e espantosa que um padre se afaste tanto de sua missão de educador na fé que passe a fazer estragos na Igreja e no mundo.

Haverá escândalos, mas ai daquele … que escandalizar um só destes pequeninos. (Lc 17, 1-2) São as palavras mais pesadas de Jesus. Inimigos da Igreja fazem aumentar os escândalos, espalhando as notícias sobre pecados de padres. Aparecem algumas coincidências estranhas:

· A maioria das denúncias se refere a casos de práticas homossexuais com menores em décadas passadas.

· As acusações passaram a envolver bispos que não teriam usado do devido rigor para tirar tais padres pecadores da circulação.

· Com esse argumento, denunciantes e advogados conseguiram indenizações pesadas das dioceses, primeiro nos Estados Unidos, depois na Irlanda, agora na Alemanha.

· No Brasil apareceu um caso especialmente escandaloso em Alagoas que fez a cidade de Arapiraca ficar “famosa” no mundo inteiro. Um filminho mostra um monsenhor em práticas homossexuais com um jovem. O cenário foi armado em combinação com outro jovem. Os dois conseguiram extorquir dinheiro com a promessa de guardar segredo. Agora vendem o filminho e denunciam dois monsenhores por crimes de pedofilia, dizendo que os abusos começaram quando ainda eram menores. Em alguns países da Europa, onde os bispos têm o título de monsenhor, a notícia apareceu como se os dois pecadores fossem bispos.

· Adversários tentam atingir e desmoralizar os bispos e o Papa. Uma grande revista alemã fez uma reportagem com este título: Irmão do Papa envolvido com pedofilia quando era dirigente de um coral de meninos. Lendo o texto se vê que o “crime” dele foi outro, uma bofetada num menino que perturbava um ensaio do coral.

· Descobriram que no tempo que o Papa foi arcebispo de Munique, um padre pedófilo foi acolhido para tratamento psiquiátrico e não melhorou.

· Acusam o Papa que no seu tempo de responsável pela doutrina da fé não impediu casos de pedofilia na Igreja. Como podia controlar a vida pessoal dos 400 000 padres espalhados pelo mundo inteiro? Fez o possível para tratar as denúncias com o devido cuidado, aconselhando que os denunciantes recorressem à justiça civil.

Adversários do Papa fazem de tudo para desgastar a sua autoridade. Trazem notícias distorcidas sobre casos de quatro décadas atrás, para acusá-lo de falta de firmeza diante de novas denúncias sobre antigos abusos.

Para ver a hostilidade de muitos contra o Papa, basta conferir o que diz uma revista que pede a sua renúncia: Com sua autoridade desgastada, por que é que o Papa permanece no cargo?

A situação se complica dentro da Igreja, porque muitos católicos não conhecem os documentos da Igreja e os ensinamentos do Papa. Não ouvem seus discursos e não lêem seus escritos. Conhecem apenas as críticas dos descontentes e os argumentos deles contra exigências da Igreja.

A solução para a crise na Igreja e no mundo não está na diminuição das exigências morais e do ideal de santidade para padres e leigos, mas no aumento da disponibilidade de cada um para fazer a vontade de Deus.

Muitos falam da importância de construir a unidade dos cristãos. A Campanha da Fraternidade deste ano quer ser ecumênica, mas apenas quatro das centenas de igrejas descendentes da reforma protestante fazem parte do CONIC, conselho nacional das igrejas cristãs. Para cuidar da unidade das igrejas, precisamos cuidar primeiro da unidade na Igreja. Tal unidade não se faz sem o Papa, muito menos contra o sucessor de Pedro que foi chamado pelo Senhor para ser o eixo de unidade. Como é que uma igreja desunida vai cuidar da unidade das igrejas? Não é possível construir a unidade da Igreja em torno das teorias de teólogos como Küng e Boff e de exegetas que esvaziam o valor histórico dos evangelhos.

Está na hora de unir o povo católico sob a direção do Papa. Todos na mesma atitude do Papa que procura conhecer e seguir a palavra e a vontade do Senhor e deixar-se guiar por Ele. Na fé católica, a vontade de Deus se manifesta também nas orientações do Papa que foi colocado por Deus para dirigir a sua Igreja nestes tempos de confusão.

Nosso Papa segue o conselho de Paulo a Timóteo. Anuncia o Evangelho ao mundo de hoje, sem perguntar se agrada ou desagrada. É o que tento fazer também.

Jequié, 29 de março de 2010
Dom Cristiano Krapf

Dom Tempesta pede solidariedade às paróquias do Rio para com os desabrigados das chuvas





RIO DE JANEIRO, 08 Abr. 10 / 02:19 pm (ACI).- Diante das torrenciais chuvas dos últimos dias que deixam um saldo de mais de 150 mortos, o Arcebispo metropolitano do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, enviou uma mensagem pedindo às paróquias e organismos da arquidiocese solidariedade com os atingidos pelas enchentes.
Abaixo segue a nota enviada pelo prelado, com data de 08 de abril:

“Diante da calamidade pela qual passa nossa querida cidade do Rio de Janeiro, peço às paróquias de nossa Arquidiocese para acolherem os desabrigados, bem como às capelas, colégios e organismos arquidiocesanos para auxiliarem no socorro das suas necessidades, juntamente com os padres, religiosas e religiosos, somando esforços ao poder público e outras entidades, neste momento difícil.

Também encaminharemos todas as doações que recebermos nas paróquias, para minimizar os sofrimentos das famílias. Seja ajuda material — como colchonetes, produtos de higiene, água potável ou alimentos — ou ainda a ajuda financeira, depositada na conta bancária da Cáritas Arquidiocesana, no banco Bradesco, Agência 0814-1, C/C: 48500-4.

Nesta Semana Pascal, quando resplandece o vigor da caridade de Cristo por todos os seres humanos, invoco a intercessão de São Sebastião, Padroeiro da nossa Cidade, para que cessem as calamidades, e a de São Jorge, para que renove a força dos cariocas diante das dificuldades”, conclui a missiva.

Canção Nova Notícias informou que Niterói e São Gonçalo são as duas cidades mais castigadas pela chuva, com o registro de mais de 80 mortes e dezenas de pessoas desaparecidos.

A Defesa Civil da capital carioca informa que a cidade permanece em estado de atenção em razão das chuvas que devem continuar, porém, perdendo força ao longo da semana. A maior parte das ocorrências ainda é relativa a desabamentos de imóveis, rachaduras, deslizamentos de barreiras e quedas de muros.

Segundo a informação da página da arquidiocese carioca, os danificados já estão encontrando abrigo e solidariedade nas paróquias e capelas da cidade. Estas porém estão necessitando todo tipo de ajuda material para seguir apoiando os danificados, alguns dos quais perderam todos os seus pertences.

Para saber como ajudar veja:
http://www.arquidiocese.org.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=3172&sid=39

New York Times difama o Papa Bento, explica editor do Wall Street Journal


WASHINGTON DC, 08 Abr. 10 / 12:46 pm (ACI).- William McGurn é o Vice-presidente da News Corporation, proprietária do Wall Street Journal, é ademais especialista em política internacional e foi assistente da Casa Branca durante a administração George W. Bush. Está acostumado a escrever os discursos de Rupert Murdoch, o magnata australiano dono do mencionado jornal e da citada corporação. Em um recente artigo explica a verdade sobre alguns fatos ocultos pelo New York Times em sua campanha difamatória contra o Papa Bento XVI.

No texto de 6 de abril, McGurn responde a dois artigos do New York Times escritos por Laurie Goodstein. O editor explica que os documentos apresentados pelo NYT foram proporcionados por Jeff Anderson e Mike Finnegan, de quem se diz são "advogados de cinco homens que processaram a Arquidiocese de Milwaukee".

McGurn adverte que Goodstein não diz nada mais sobre quem é realmente o advogado Anderson. Em seu artigo ela dá alguns detalhes sobre ele: "no que se refere a processos contra a Igreja, ele é o principal advogado. No ano 2002 ele disse à Associated Press que havia faturado 60 milhões de dólares em acordos com a Igreja; e inclusive a outro semanário ele afirmou que ‘estava processando e deixando a Igreja pobre em todos os lados’". (A expressão grosseira em inglês de Anderson é irreproduzível e ACI Digital faz esta tradução que aproxima de alguma forma à idéia original).

McGurn assinala logo que "nada disto faz que não valha a pena citar Anderson. O que faz o artigo é convertê-lo em uma parte muito mais importante do que a história (de Goodstein) mostra. De fato, é difícil pensar em alguém com interesse financeiro superior a este, sobre tudo quando se tenta promover a idéia de uma Igreja que não atua contra sacerdotes abusadores, culpando de maneira pessoal o Papa Bento XVI".

Ao ser perguntado sobre os documentos proporcionados por Anderson ao New York Times incluem alguns textos chave sobre algumas reuniões no Vaticano entre três bispos de Wisconsin (onde se encontra Milwaukee) e o Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Tarcisio Bertone. Escritos originalmente em italiano, foram "traduzidos insuficientemente" ao inglês usando um tradutor computadorizado.

Devidamente traduzidos, os documentos mostram que a Arquidiocese de Milwaukee criava barreiras para o processo canônico. Entretanto, em seu artigo McGurn proporciona informação adicional e desafia o New York Times sobre as afirmações que faz sobre o fato que o Pe. Murphy nunca teria sido disciplinado ou submetido ao sistema de justiça da Igreja. De fato, ele foi suspenso como sacerdote, um processo que o editor assinala como o equivalente a retirar a licença de um médico.

O Vice-presidente da News Corporation assinala também que "alguns anos depois, quando a Congregação para a Doutrina da Fé assumiu a autoridade sobre todos os casos de abuso, o então Cardeal Ratzinger estabeleceu várias mudanças que permitiram uma ação administrativa direta em vez de processos que demorariam anos. Quase 60 por cento dos sacerdotes acusados de abuso sexual foram tratados assim".

McGurn explica que "o homem que é agora Papa reabriu casos que tinham sido fechados”, e que ele “fez mais que nenhum outro para processar casos e responder aos abusadores, e se converteu no primeiro Papa a falar com as vítimas".

"Não é esta acaso a mais razoável interpretação de todos estes eventos: que a experiência do Cardeal Ratzinger com casos como o de Murphy o levaram a promover reformas que deram à Igreja armas mais efetivas para dirigir os abusos sacerdotais?", questiona logo.

Para o editor do WSJ, é necessário que a imprensa proporcione "um pouco de contexto e mostre um pouco de cepticismo jornalístico sobre o que é relatado por um advogado de defesa que faz milhões com este tipo de casos" como Jeff Anderson.
 

Sample text

Sample Text