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terça-feira, 23 de março de 2010

O costume de cobrir as cruzes e as imagens nas igrejas durante a Semana Santa




É possível nos dias atuais resgatar, mesmo na forma ordinária da liturgia romana, o antigo costume de cobrir as cruzes e imagens das igrejas? Esta é uma pergunta que com certeza muitas pessoas ligadas à liturgia paroquial e sacerdotes zelosos se fazem nesses dias que antecedem a semana santa. Encontra-se a seguir uma resposta muito objetiva, fornecida pelo Secretariado Nacional de Liturgia da Conferência Episcopal Portuguesa:

Pergunta:Gostaria de receber uma orientação, quanto ao costume de se cobrirem as imagens das igrejas no tempo da Quaresma. Quando se cobrem: No início da Quaresma ou apenas no início da Semana Santa, ou seja, no Domingo de Ramos? E quando se descobrem: Antes da celebração do Lava-pés, em Quinta-Feira Santa, ou no fim da celebração da Adoração da Cruz, em Sexta-Feira Santa?

Resposta: Antes da reforma litúrgica do Vaticano II era obrigatório cobrir, com véus roxos, todas as cruzes e imagens expostas ao culto na igreja. No Missal Romano de S. Pio V, terminada a missa do Sábado que precedia o Domingo da Paixão (actual V Domingo da Quaresma), vinha esta rubrica: “Antes das Vésperas, cobrem-se as Cruzes e Imagens que haja na igreja. As Cruzes permanecem cobertas até ao fim da adoração da Cruz, na Sexta-Feira Santa, e as Imagens até ao Hino dos Anjos (Glória a Deus nas Alturas) no Sábado Santo”. Vê-se que era um costume ligado às duas últimas semanas da Quaresma, através do qual se desejava centrar a atenção dos fiéis no mistério da Paixão do Senhor. Tudo o que pudesse desviá-la, como eram as imagens dos Santos, cobria-se. Donde vinha este costume? Certamente dos começos do segundo milénio ou dos finais do primeiro. E o que dizem as normas litúrgicas actuais? Uma rubrica inserida no Missal Romano, depois da Missa do Sábado anterior ao V Domingo da Quaresma, diz: “O costume de cobrir as cruzes e as imagens das igrejas pode conservar-se, conforme o parecer da Conferência Episcopal. As cruzes permanecem cobertas até ao fim da celebração da Paixão do Senhor, na Sexta- Feira Santa; as imagens, até ao começo da Vigília Pascal (cf. Missal Romano, p. 206).

Por um sentido litúrgico se concentrar a atenção unicamente no mistério de Cristo Sofredor, pode-se continuar a bela tradição de cobrir as imagens, e assim esperar a gloriosa ressurreição de Cristo, Redentor de nossas almas.
 

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