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segunda-feira, 22 de março de 2010

O diabo existe?


A contemporaneidade é marcada por uma série de descrenças trazidas pelo iluminismo que, de certa forma, podemos dizer que atingiu o seu apogeu, no que se diz respeito ao secularismo exacerbado. Uma das grandes descrenças desse nosso período é a de que o diabo não existe. O diabo para muitos virou uma lenda, o mal personificado não existe, afirma muitos contemporâneos, ou como diria Freud não passa de uma neurose.
Acontece que, isso trás sérios problemas para a Igreja no mundo, até mesmo percebemos que essa mentalidade adentrou as estruturas da Igreja e até mesmo os padres dizem que o demônio não existe. Isso é provado pela carência de padres exorcistas. A psicologia, por exemplo, trouxe muitas respostas a conflitos humanos resolvendo casos de doenças mentais e psicológicas que por muitas vezes se parecem com o que a Igreja chama de “possessão diabólica”. No entanto existe diferença entre uma coisa e outra.
Há uma valorização da mente e do corpo, e isso pode ser comprovado empiricamente pelas atitudes do ser humano de hoje. Sua vida é estruturada para manter um corpo saudável e bonito e uma “mente brilhante”, inteligentíssima. Haja vista que as academias, os centros de estética, as clínicas médicas ligadas a cirurgias corretivas do corpo, os cursos profissionalizantes, as faculdades e outros estão com acumulo de pessoas. Em contra partida as igrejas estão vazias.
Isso é devido à desvalorização do espírito, já que ele não pode ser provado experimentalmente em laboratório, muitos chegaram a conclusão: ele não existe. E, quando se valoriza muito uma parte e outra é totalmente esquecida acontece um desequilíbrio. Notadamente vemos as pessoas procurando um sentido para viver que provoca um desequilíbrio na pessoa humana que normalmente se sente insegura. Paul Tillich, filósofo alemão, chamará isso de “ansiedade ontológica”, que é uma falta de centralidade do ser humano. No entanto, podemos notar em um cristão, ou em um membro de uma outra religião séria, uma enorme centralidade, e grande equilíbrio de vida, pois tem segurança e sentido de vida. Tillich vai dizer que o religioso encontra a “coragem de ser”.
Contudo, o importante é destacar que existe uma dimensão da nossa vida deixada para trás que é o espírito. E, em conseqüência disso a descrença no diabo que tanto Jesus Cristo combateu e fez questão de libertar as pessoas dele. O problema é que isso entrou na igreja e muitos cardeais, bispos e padres também não acreditam no diabo como afirma o exorcista oficial do vaticano Pe. Gabriel Amorth em uma entrevista a um jornal Italiano. A grande tática do diabo é esta a de conseguir que as pessoas pensem que ele não exista. Os grandes casos de possessão fazem com que muitos psiquiatras e médicos se convençam de que não se trata somente de um mal estar psicológico, mas se trata de algo a mais. O catecismo afirma que o diabo existe e que está no mundo para perder as almas.

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