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sábado, 27 de março de 2010

JOÃO PAULO II, BENTO XVI E O SACERDOTE (parte II).


João Paulo II e sua resposta a problemática sacerdotal.

Prosseguindo então caríssimos nossa reflexão acerca do sacerdócio, já iniciada com a grande contribuição do cardeal Ratzinger, que descreveu a situação da teologia sacerdotal antes, durante e depois do concílio (do qual, pode-se ler neste mesmo blog, pelo texto “João Paulo II, Bento XVI e o sacerdote”).
Porém surge a questão. Como João Paulo II, através de seu longo pontificado, respondeu as difíceis situações já elucidadas pelo cardeal Ratzinger? Segue a reflexão abaixo.

Após a intensa crise existencial dos sacerdotes após o Vaticano II, e durante as dificuldades teológicas, com interpretações não adequadas que não respondem totalmente a realidade sacerdotal, temos 1971 com o sínodo dos bispos e em 1992 a célebre exortação apostólica "Pastores Davo Vobis", como exortação pós conciliar.
Apesar do documento conciliar Presbiterorum Ordinys não pertencer a autoria de João Paulo II, influenciou profundamente, pois mesmo não resolvendo toda a problemática sacerdotal, como já lembrava Ratzinger, ofereceu luzes, para o papa polonês. Temos abaixo uma síntese realizada pelo Prof. Dr. Pe. Geraldo Luís Borges Hackmann, sobre os principais fundamentos que nortearam a reflexão teológica de João Paulo II:

1)Fundamento Cristológico: O presbítero é representante de Cristo perante a comunidade, isto é, visibilidade sacramental de Cristo Cabeça e Pastor. É no sacerdócio de Cristo, que o padre encontra sua base ontológica. Como conseqüência o sacerdote é reservado estritamente para a esfera espiritual. O Magistério após o concílio com Paulo V e João Paulo II, buscaram esta identidade sacerdotal, fazendo um correta distinção do sacerdócio comum dos fiéis.

“Trata-se, ao contrário, de uma real e íntima transformação por que passou o vosso organismo sobrenatural por obra de um sinete divino, o caráter, que vos habilita a agir in persona Christ, e por isso vos qualifica em relação e Ele como instrumentos vivos de sua ação”. Homilia proferida na missa de ordenação sacerdotal no Rio de Janeiro.

2)Fundamento eclesiológico: É necessário estabelecer uma sintonia entre e a fundamentação cristológica e eclesiológica do ministério sacerdotal. Ele ( o sacerdote) é Alter Christus, pois torna sacramentalmente Cristo presente na Igreja e para as pessoas. Aqui se faz necessário uma correta distinção do sacerdote e do ministério sacerdotal e do laicato.

“ O sacerdote, alter Christus, é na Igreja o minisitro das ações salvíficas. Pelo seu poder sacrifical sobre o Corpo e o Sangue do Redentor, pelo seu poder de anunciar autorizadamente o seu evangelho, de vencer o mal do pecado, mediante o perdão sacramental, ele –in persona Christ Capitis- é fonte de vida e vitalidade na Igreja e na Paróquia”. Congregação para o Clero 2002.

3) Fundamento trinitário: Também entendido como escatológico, seria para conciliar as duas tendências, funcional e sacramental. Portanto, em Cristo (in persno Christ) o sacerdote representa a cabeça de Cristo na Igreja (in persona ecclesiae). João Paulo II desenvolve na Pastores Davo Vobis, um mooe de pensar próprio desta fundamentação.

"A identidade sacerdotal - escreveram os Padres Sinodais - como toda e qualquer identidade cristã, encontra na Santíssima Trindade a sua própria fonte" (20), que se revela e autocomunica aos homens em Cristo, constituindo nele e por meio do Espírito a Igreja como "gérmen e início do Reino". A Exortação Christifideles laici sintetizando a doutrina conciliar, apresenta a Igreja como mistério, comunhão e missão: ela "é mistério porque o amor e a vida do Pai, do Filho e do Espírito Santo constituem o dom absolutamente gratuito oferecido a quantos nasceram da água e do Espírito (cf. Jo 3, 5), chamados a reviver a própria comunhão de Deus e a manifestá-la e comunicá-la na história (missão)". É no interior do mistério da Igreja como comunhão trinitária em tensão missionária, que se revela a identidade cristã de cada um e, portanto, a específica identidade do sacerdote e do seu ministério. O presbítero, de facto, em virtude da consagração que recebe pelo sacramento da Ordem, é enviado pelo Pai, através de Jesus Cristo, ao qual como Cabeça e Pastor do seu povo é configurado de modo especial para viver e actuar, na força do Espírito Santo, ao serviço da Igreja e para a salvação do mundo. Pastore Dabo Vobis 12

Por fim João Paulo II recorda, na mensagem aos sacerdotes em 1991, que os frutos do sínodo trouxeram uma nova Graça e uma nova maturidade da visão do ministério sacerdotal. O saudoso papa acrescenta que a dimensão humana deve estar radica em Cristo, e que sem isso o homem não poderá responder as expectativas do homem e do mundo. E que a necessidade d sacerdotes deverá superar desta crise existencial.

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