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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Meditação do cardeal Ratzinger sobre o Jejum


Mas, que dizer de tantos cristãos que crêem e esperam no Senhor, que desejam o dom de seu corpo, mas não podem receber o sacramento? Penso nas formas muito diversas de impossibilidade da comunhão. Por um lado, temos a impossibilidade efetiva da participação no sacramento nas situações de perseguição ou por falta de sacerdotes; por outro lado, existe uma impossibilidade jurídica, por exemplo no caso dos divorciados que se casaram de novo. Num certo sentido, também o problema das comunhões não-católicas sem sucessão apostólica está ligado à nossa pergunta. Naturalmente, aqui não podemos resolver problemas tão difíceis e diversos. Mas não mencionar o problema seria uma falta de sinceridade; e, para além disso, embora o problema seja insolúvel, uma pequena menção pode ser útil. No seu importante livro, L’Eglise est une communion, J. Hamer demonstra que a teologia medieval, que não podia ignorar a realidade dos excomungados, ocupou-se deste problema de maneira muito séria.

Os pensadores da Idade Média não podiam mais identificar, como haviam feito os Padres, a pertença à comunhão visível com a relação com o Senhor. Graciano escrevera: “Caríssimos, todo cristão excomungado por parte dos sacerdotes é consignado do diabo. Por quê? Porque fora da Igreja está o diabo, como dentro da Igreja está Cristo”. Os teólogos do século XIII tinham que salvaguardar a conexão indispensável do interior e do exterior, do sinal e da realidade, do corpo e do espírito, mas, salvaguardando-a tinham todavia que distinguir o inseparável. Assim Guilherme de Auvergne distingue a comunhão exterior da interior, que são conexas como sinal e realidade. De Auvergne explica que a Igreja jamais pretende privar alguém da comunhão interior. Se a Igreja aplica a espada da excomunhão, o faz com a única intenção de curar, com este remédio, a comunhão espiritual. Guilherme acrescenta um pensamento muito consolador e estimulante: ela sabe que para muitos o peso da excomunhão não é menos duro de carregar nem menos terrível do que o martírio; mas diz também que às vezes o excomungado aufere maior proveito com a virtude da paciência e da humildade do que auferiria com a excomunhão externa. São Boaventura aprofunda posteriormente estas idéias. O Doutor Seráfico encontra uma objeção muito moderna contra o direito da Igreja, que soa assim: a excomunhão é a separação da comunhão, mas a comunhão existe por meio da caridade. Ninguém pode nem deve excluir alguém da caridade; por conseguinte, ninguém tem o direito de excomugar. Boaventura responde com a distinção de três planos de comunhão; desta maneira pode salvaguardar a ordem e o direito da Igreja e afirmar, na sua plena responsabilidade de teólogo católico: “Eu digo que ninguém pode nem deve ser excluído da comunhão do amor, enquanto vive nesta terra. A excomunhão não é privação desta comunhão”

Obviamente, destas considerações não se pode deduzir que a comunhão sacramental seja supérflua ou menos importante. Por um lado, o excomungado é sustentado pela caridade do corpo vivo de Cristo, sustentado pelo sofrimento dos santos que se unem ao seu sofrimento, à sua fome espiritual, um e outros abraçados pelo sofrimento, pela fome, pela sede de Cristo que sustenta todos nós; por outro lado, o sofrimento do excluído, o seu protender-se para a comunhão (e a comunidade) é o elo que o cônjuge ao amor salvífico de Jesus. Em ambos os casos, está presente e é indispensável o sacramento, a comunhão visível. Assim, também aqui se realiza a “cura do amor”, a intenção última da cruz de Cristo, do sacramento, da Igreja. E assim se entende como a impossibilidade da comunhão sacramental pode tornar-se paradoxalmente um meio de progresso espiritual, um meio de aprofundamento da íntima comunhão com a Igreja e com o Senhor, no sofrimento do amor crescente, no afastamento do amado, enquanto que a rebelião – como explica Guilherme de Auvergne – destrói necessariamente o significado positivo da excomunhão. A rebelião não é restabelecimento, mas destruição do amor.

Na sua última doença, santo Agostinho, bem cônscio de que chegara o momento de sua morte, excomungou-se a si mesmo. Nos seus últimos dias, procurava a solidariedade de muitos pecadores sofredores devido à situação por que passavam. Nesta humildade daqueles que têm fome e sede, queria encontrar o seu Senhor, ele que escrevera e pronunciara tantas palavras belíssimas sobre a Igreja, comunidade na comunhão do corpo de Cristo. Este gesto do Santo me faz refletir. Acaso não somos nós demasiado irrefletidos, levianos, ao receber o Santíssimo Sacramento? Não seria talvez útil, às vezes, um jejum espiritual – quiçá também necessário – para um aprofundamento e renovação da nossa relação com o sacramento do corpo de Cristo? Obviamente, aqui não falo da espiritualidade específica do sacerdote que vive num modo particular da celebração cotidiana dos santos mistérios. Mas não esqueçamos que, já nos tempos apostólicos, o jejum espiritual da sexta-feira santa fazia parte da espiritualidade eucarística da Igreja e que este jejum, num dia santíssimo, sem missa e sem comunhão dos fiéis, constituía uma expressão profunda da participação na paixão do Senhor, na tristeza da esposa pela ausência do Esposo (cf. Mc 2, 20). Sou de opinião que também hoje um tal jejum, premeditado e sofrido, poderia em certas ocasiões(por exemplo, em dias de penitência ou em missas onde o número de participantes torna difícil uma digna distribuição do sacramento) ter o seu sentido, poderia, até, aprofundar a relação pessoal com o sacramento e transformar-se, além disso, num amplexo, num ato de solidariedade com todos aqueles que desejam o sacramento, mas não podem recebê-lo. Penso que o problema dos divorciados que se casaram de novo, mas também o da intercomunhão (por exemplo, nos matrimônios mistos), seria muito menos duro, se algumas vezes este jejum espiritual fosse um reconhecimento de que todos nós dependemos da cura do amor realizada na solidão extrema da cruz de nosso Senhor. Naturalmente, não pretendo propor o retorno a uma espécie de jansenismo, pois o jejum supõe a situação normal de comer na vida biológica e espiritual. Mas às vezes temos necessidade de um remédio contra nosso hábito e nossa distração; temos necessidade da fome – espiritual e corporal – para compreender novamente os dons do Senhor e para entender o sofrimento dos nossos irmãos que têm fome. O jejum corporal e espiritual é um veículo do amor.

Mensagem do Santo Padre Bento XVI para a quaresma deste ano.


Queridos irmãos e irmãs,

todos os anos, por ocasião da Quaresma, a Igreja convida-nos a uma revisão sincera da nossa vida á luz dos ensinamentos evangélicos . Este ano desejaria propor-vos algumas reflexões sobre o tema vasto da justiça, partindo da afirmação Paulina: A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo (cfr Rom 3,21 – 22 ).

Justiça: “dare cuique suum”

Detenho-me em primeiro lugar sobre o significado da palavra “justiça” que na linguagem comum implica “dar a cada um o que é seu – dare cuique suum”, segundo a conhecida expressão de Ulpiano, jurista romana do século III. Porém, na realidade, tal definição clássica não precisa em que é que consiste aquele “suo” que se deve assegurar a cada um. Aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei. Para gozar de uma existência em plenitude, precisa de algo mais intimo que lhe pode ser concedido somente gratuitamente: poderíamos dizer que o homem vive daquele amor que só Deus lhe pode comunicar, tendo-o criado á sua imagem e semelhança. São certamente úteis e necessários os bens materiais – no fim de contas o próprio Jesus se preocupou com a cura dos doentes, em matar a fome das multidões que o seguiam e certamente condena a indiferença que também hoje condena centenas de milhões de seres humanos á morte por falta de alimentos, de água e de medicamentos - , mas a justiça distributiva não restitui ao ser humano todo o “suo” que lhe é devido. Como e mais do que o pão ele de facto precisa de Deus. Nora Santo Agostinho: se “ a justiça é a virtude que distribui a cada um o que é seu…não é justiça do homem aquela que subtrai o homem ao verdadeiro Deus” (De civitate Dei, XIX, 21).

De onde vem a injustiça?

O evangelista Marcos refere as seguintes palavras de Jesus, que se inserem no debate de então acerca do que é puro e impuro: “Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. Porque é do interior do coração dos homens, que saem os maus pensamentos” (Mc 7,14-15.20-21). Para além da questão imediata relativo ao alimento, podemos entrever nas reacções dos fariseus uma tentação permanente do homem: individuar a origem do mal numa causa exterior. Muitas das ideologias modernas, a bem ver, têm este pressuposto: visto que a injustiça vem “de fora”, para que reine a justiça é suficiente remover as causas externas que impedem a sua actuação: Esta maneira de pensar - admoesta Jesus – é ingénua e míope. A injustiça, fruto do mal , não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal. Reconhece-o com amargura o Salmista:”Eis que eu nasci na culpa, e a minha mãe concebeu-se no pecado” (Sl. 51,7). Sim, o homem torna-se frágil por um impulso profundo, que o mortifica na capacidade de entrar em comunhão com o outro. Aberto por natureza ao fluxo livre da partilha, adverte dentro de si uma força de gravidade estranha que o leva a dobrar-se sobre si mesmo, a afirmar-se acima e contra os outros: é o egoísmo, consequência do pecado original. Adão e Eva, seduzidos pela mentira de Satanás, pegando no fruto misterioso contra a vontade divina, substituíram á lógica de confiar no Amor aquela da suspeita e da competição ; á lógica do receber, da espera confiante do Outro, aquela ansiosa do agarrar, do fazer sozinho (cfr Gn 3,1-6) experimentando como resultado uma sensação de inquietação e de incerteza. Como pode o homem libertar-se deste impulso egoísta e abrir-se ao amor?

Justiça e Sedaqah

No coração da sabedoria de Israel encontramos um laço profundo entre fé em Deus que “levanta do pó o indigente (Sl 113,7) e justiça em relação ao próximo. A própria palavra com a qual em hebraico se indica a virtude da justiça, sedaqah, exprime-o bem. De facto sedaqah significa, dum lado a aceitação plena da vontade do Deus de Israel; do outro, equidade em relação ao próximo (cfr Ex 29,12-17), de maneira especial ao pobre, ao estrangeiro, ao órfão e á viúva ( cfr Dt 10,18-19). Mas os dois significados estão ligados, porque o dar ao pobre, para o israelita nada mais é senão a retribuição que se deve a Deus, que teve piedade da miséria do seu povo. Não é por acaso que o dom das tábuas da Lei a Moisés, no monte Sinai, se verifica depois da passagem do Mar Vermelho. Isto é, a escuta da Lei , pressupõe a fé no Deus que foi o primeiro a ouvir o lamento do seu povo e desceu para o libertar do poder do Egipto (cfr Ex s,8). Deus está atento ao grito do pobre e em resposta pede para ser ouvido: pede justiça para o pobre ( cfr.Ecli 4,4-5.8-9), o estrangeiro ( cfr Ex 22,20), o escravo ( cfr Dt 15,12-18). Para entrar na justiça é portanto necessário sair daquela ilusão de auto – suficiência , daquele estado profundo de fecho, que á a própria origem da injustiça. Por outras palavras, é necessário um “êxodo” mais profundo do que aquele que Deus efectuou com Moisés, uma libertação do coração, que a palavra da Lei, sozinha, é impotente a realizar. Existe portanto para o homem esperança de justiça?

Cristo, justiça de Deus

O anuncio cristão responde positivamente á sede de justiça do homem, como afirma o apóstolo Paulo na Carta aos Romanos: “ Mas agora, é sem a lei que está manifestada a justiça de Deus… mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os crentes. De facto não há distinção, porque todos pecaram e estão privados da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, por meio da redenção que se realiza em Jesus Cristo, que Deus apresentou como vitima de propiciação pelo Seu próprio sangue, mediante a fé” (3,21-25)

Qual é portanto a justiça de Cristo? É antes de mais a justiça que vem da graça, onde não é o homem que repara, que cura si mesmo e os outros. O facto de que a “expiação” se verifique no “sangue” de Jesus significa que não são os sacrifícios do homem a libertá-lo do peso das suas culpas, mas o gesto do amor de Deus que se abre até ao extremo, até fazer passar em si “ a maldição” que toca ao homem, para lhe transmitir em troca a “bênção” que toca a Deus (cfr Gal 3,13-14). Mas isto levanta imediatamente uma objecção: que justiça existe lá onde o justo morre pelo culpado e o culpado recebe em troca a bênção que toca ao justo? Desta maneira cada um não recebe o contrário do que é “seu”? Na realidade, aqui manifesta-se a justiça divina, profundamente diferente da justiça humana. Deus pagou por nós no seu Filho o preço do resgate, um preço verdadeiramente exorbitante. Perante a justiça da Cruz o homem pode revoltar-se, porque ele põe em evidencia que o homem não é um ser autárquico , mas precisa de um Outro para ser plenamente si mesmo. Converter-se a Cristo, acreditar no Evangelho, no fundo significa precisamente isto: sair da ilusão da auto suficiência para descobrir e aceitar a própria indigência – indigência dos outros e de Deus, exigência do seu perdão e da sua amizade.

Compreende-se então como a fé não é um facto natural, cómodo, obvio: é necessário humildade para aceitar que se precisa que um Outro me liberte do “meu”, para me dar gratuitamente o “seu”. Isto acontece particularmente nos sacramentos da Penitencia e da Eucaristia. Graças á acção de Cristo, nós podemos entrar na justiça “ maior”, que é aquela do amor ( cfr Rom 13,8-10), a justiça de quem se sente em todo o caso sempre mais devedor do que credor, porque recebeu mais do que aquilo que poderia esperar.

Precisamente fortalecido por esta experiencia, o cristão é levado a contribuir para a formação de sociedades justas, onde todos recebem o necessário para viver segundo a própria dignidade de homem e onde a justiça é vivificada pelo amor.

Queridos irmãos e irmãs, a Quaresma culmina no Tríduo Pascal, no qual também este ano celebraremos a justiça divina, que é plenitude de caridade, de dom, de salvação. Que este tempo penitencial seja para cada cristão tempo de autentica conversão e de conhecimento intenso do mistério de Cristo, que veio para realizar a justiça. Com estes sentimentos, a todos concedo de coração, a Bênção Apostólica.

Vaticano, 30 de Outubro de 2009

A Humanidade de Deus, ponto fraco do Diabo.




Nesta quaresma, somos todos convidados a entrar neste deserto que nos levará ao calvário, e contemplar o lado sombrio da história da salvação, onde o Amor Encarnado é pisado, desfigurado e morto. Mas por que contemplar o horror? Por que insistir olhar no que é pesado de mais para os olhos do homem? Não seria melhor fazer como nossos irmãos protestantes, e olhar para a cruz sem o crucificado, para esquecer este "detalhe" (que não é tão detalhe assim) vergonhoso da história da Salvação, onde o que os cristãos tem mais de precioso, simplesmente, morre? Ou como a sociedade em geral, que se deleita com o belo e atraente, desviando-se da dor e do sacrifício? Chesterton, que é um dos grandes nomes da literatura britânica, faz uma citação na sua obra Ortodoxia, do qual nos dará uma luz para este reflexão.

"O cristianismo é a única religião do mundo a sentir que onipotência tornava Deus incompleto. Apenas o cristianis¬mo sentiu que Deus, para ser totalmente Deus, deve ter sido rebelde bem como rei. Dentre todos os credos, o cristia¬nismo foi o único que acrescentou a coragem às virtudes do Criador. Pois a única coragem digna desse nome deve necessariamente significar que a alma passa por um ponto de ruptura e não se parte.[...] naquela história terrível da Paixão há uma distinta sugestão emocional de que o autor de todas as coisas (de algum modo impensável) não apenas passou pela agonia, mas também pela dúvida. Está escrito: "Não tentarás o Senhor teu Deus". Não, mas o Senhor teu Deus pode tentar-se a si mesmo; e tem-se a impressão de que foi isso o que aconteceu no Getsêmani.Num jardim Satanás tentou o homem; e num jardim Deus tentou Deus. De alguma forma sobre-humana ele passou pelo horror humano do pessimismo. O mundo foi abalado e o sol desapareceu do céu não no momento da crucificação, mas no momento do grito do alto da cruz: o grito que confessou que Deus foi abandonado por Deus".
Chesterton, G.K. Ortodoxia. Trad. Almiro Pisetta. Editora Mundo Cristão: São Paulo, 2007. p. 147-148

O texto acima surpreende, pois mostra que o contraste da dor e ressurreição, da fraqueza e do poder, se completam como em um quadro, onde as cores escuras em vez de prejudicar, realçam ainda mais sua beleza. Sim, era necessário que Cristo sofresse por inteiro, e que a Paixão, não fosse um teatro de um Deus Todo Poderoso, que não sentisse dor e morresse de mentirinha, como numa brincadeira. Esquecer o Jesus crucificado remete a uma insuficiência e tira o realce da História da Salvação que faz toda a diferença. E isto nos traz a grande vantagem, pois nosso Deus sentido a dor e a angústia na carne, foi o único na história das religiões que pode ter coragem.
Cristo, soube que seu calvário, era o ponto fraco do Diabo, que sua humanidade é a carta na manga, que o príncipe deste mundo não tem. O diabo na sua astúcia, soube calcular perfeitamente, onde deveria entrar em cena, na história deste mundo. Grande lógico, usou de todos os planos, teorias e alternativas. Supôs com sua artimanha vários planos de emergência, manipulou fazendo o certo parecer com o errado e o errado com o certo. Porém ele se esqueceu de um detalhe, ele não pode fazer ou criar nada, mas apenas induzir a fazer, ou não deixar que se faça. Quando a cruz foi estendida, Deus confundiu completamente o diabo. Mas como Ele teve coragem? Não era para ele seguir por este caminho? Seu grito deve ter sido terrível, bem se entende agora este cena no filme de Mel Gibson, "A Paixão de Cristo".
Pois bem diabo, você deveria ter percebido, que nosso Deus não é apenas de planos, mas ações. Deveria ter percebido isto, quando naquela tempestade horrível, onde Pedro caminhando sobre ás águas, e faltando-lhe a fé, você pelos seus cálculos disse que ele iria afunda, e de repente, Deus agiu, indo na direção de Pedro e com sua mão misericordiosa, segurou nas mãos de Pedro e o levantou. Você deveria ter percebido isto, quando os fariseus descobriram o adultério de Maria Madalena, e levaram até Jesus, e mais uma vez você com seus cálculos, você disse que ela seria apedrejada. Porém, Deus agiu, e os olhos do Senhor se encheram de Misericórdia, e aquela doce voz pronunciou, "Ninguém, te condenou, vais eu também, não te condeno". Mas como você saberia, se você nunca tocou na carne de alguém, que pede amor. Como você deveria saber, se você nunca tocou o amor humano, nunca ouviu alguém olhando na sua direção, dizendo, "Mestre, tu sabes que eu te amo". Você com todas suas provisões errou, por se esquecer que nosso Deus não é lógico, mas imprevisível. Por fim, como você deveria saber, se você nunca foi homem de verdade. Que pena! Seu plano de divindade fracassou, justamente onde a humanidade de Deus começou.


Willian Fernandes
 

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